Jornal do Comercio
A Praia de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, deixou de ser um lugar frequentado por turistas e veranistas. Pousadas e casas do balneário se transformaram em repúblicas de trabalhadores. As empreiteiras arrendam as hospedarias e oferecem preços acima do valor de mercado por casas e prédios inteiros para alojar seus operários. O panorama, que se repete em outras praias e bairros dos municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, desencadeou uma especulação imobiliária desmedida na região.
O valor dos imóveis explodiu, os terrenos escassearam e o preço do metro quadrado saltou de R$ 500 para até R$ 2 mil. A Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE) estima que os aluguéis na vizinhança de Suape subiram 20% em 2010 frente ao ano anterior e alcançaram valores equiparáveis à de bairros valorizados do Recife. A previsão é que persista a tendência de alta, com a chegada de novos operários para dar conta do pico da obra da Refinaria Abreu e Lima, em outubro, quando o canteiro terá 28 mil pessoas.
"Os moradores estão alugando suas casas e indo morar em outros lugares para aproveitar a oportunidade de negócio. Nossa preocupação é que essa sublocação traga problemas para a cidade, porque as residências ficam entregues a terceiros, pessoas sem compromisso com o município. E a prefeitura não tem como controlar esse movimento especulatório", assinala a secretária de Planejamento do Cabo, Vera Tenório. É corriqueiro encontrar residências de dois quartos apinhadas de operários dividindo um banheiro, com instalações sanitárias degradantes.
A especulação imobiliária também instituiu o negócio dos "puxadinhos", com os moradores construindo quartos e casas para alugar. Irandir Amaro Pojuca entendeu que o trunfo para driblar a escassez de terreno era verticalizar a construção. No pedaço de terra que tem no distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca, a construção subiu degraus. No térreo instalou seu negócio de fabricação de lajes. Depois ergueu quatro casas no primeiro andar. "Agora estou construindo outras quatro no segundo andar. Duas já estão alugadas para um baiano e um sergipano, que trabalham nas obras de Suape e querem trazer a família", diz. Ele está investindo R$ 8 mil na obra e espera alugar cada casa de dois quartos por R$ 500. Antes, o preço era R$ 400.
A multiplicação das repúblicas de trabalhadores não conta com a simpatia do trade turístico. Nem mesmo Porto de Galinhas (a praia mais badalada de Pernambuco) escapou à ocupação dos forasteiros. Pelos menos 15 pousadas foram alugadas para empreiteiras. "O arrendamento desses estabelecimentos é uma disfunção do setor. O que se espera para um destino turístico de lazer é um público de casais, famílias e viajantes. O que temos hoje é uma grande comunidade masculina", reclama o empresário Arthur Maroja, do hotel Solar de Porto de Galinhas. Na tentativa de frear a proliferação das hospedarias para operários, a Prefeitura de Ipojuca iniciou uma fiscalização.
Os municípios-dormitório convivem, ainda, com a implantação de alojamentos. Hoje são quatro em funcionamento e construção no Cabo e em Ipojuca, com capacidade para 9.476 homens. A discussão travada pelas prefeituras é a necessidade de instituir contrapartidas a serem pagas pelas empresas em razão das demandas sociais geradas pelo operariado alojado nas cidades.
Gaibu ta se destruindo a cada dia que passa. já se foi o tempo em que Gaibu ara tranquilo, ponto turístico, e etc. fico muito descontente com essa situação de hoje. todos fazendo casa sobre casa, destruindo paisagens, arvores, bixos que já encontrão em extinção. virou um caos total. como sera Gaibu futuramente ? será que vai ser como o Rio de Janeiro ? será que vai ser pior ? será que vai melhorar ? e os nossos turistas, será que continuarão vindo ? são duvidas que não são só minha, axo que você já pensou nisso também...
ResponderExcluirEr vdd. Nossas Belezas Naturais agora nao passam de Albergue para Peões.
ResponderExcluirNao se pensou em infrestrutura para comportar o crescimento... Pow com tanto pião em gaibu e ngm da um jeito naqeles buracos.
UHSAUSHAUSHAUSHa
É amigos, o pior virar, imaginem quando alguns desses imigrantes perderem o emprego e não conseguir entrar em outra empresa? não ficará nos alojamentos por ter saído da empresa, irá pagar aluguel, não terá outra chance de trabalho, ficará sem dinheiro e sem poder voltar para casa, o que fazer? irár morar debaixo do primeiro viaduto, e sobreveverá do q aparecer, ou seja assaltos, drogas ou prostituição. Aconteceu assim em outras regiões do Brasil, e com certeza se repitirá aqui em Suape. O que fazer o governo municipal? procurar controlar a imigração, ver quem está chegando, se vem empregado ou se vem tentar um emprego, se é profissional ou se ´não tem profissão, estes q não tem profissão é q precisam mais atenç~;ao, para q não fiquem jogados as calçadas, se alguém for na avenida Historiador P. da Costa no Cabo, verá q já existe alguns pedintes. Abre o olho governo munipal, as vossas familias também correm riscos.
ResponderExcluirO mas preocupante é q a criminalidade vem aumentando a cada dia o povo do cabo não tem mas onde se divertir com sua familia pq onde existia lazer hoje só existe drogas e pornografias.
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