segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nau Santa Rosa: Cabo de Santo Agostinho esconde tesouro milionário de US$ 400 milhões a mais de 100 metros de profundidade




21 ago

Carregado com 6 toneladas de ouro e outros tantos quilos de pólvora, o porão da Nau Santa Rosa explodiu há 285 anos, em 6 de setembro de 1726.

Um pouco mais ao norte, na altura do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, um tesouro milionário permanece escondido mais de cem metros abaixo do nível das ondas. Embora algumas empresas especializadas na caça ao tesouro dediquem tempo e dinheiro em sua busca, ele ainda não foi encontrado.

Carregado com 6 toneladas de ouro e outros tantos quilos de pólvora, o porão da Nau Santa Rosa explodiu há 285 anos, em 6 de setembro de 1726. Até hoje não se sabe a origem da tragédia.

Segundo o mergulhador Mauricio Carvalho, a Santa Rosa renderá 400 milhões de dólares ao felizardo que encontrá-la. “É um dos mais valiosos naufrágios do mundo”, afirma.

Mar do Cabo de Santo Agostinho tem um dos mais valiosos navios naufragados do mundo

Por Branca Nunes e Bruno Abbud (Revista Veja)

Em 23 de agosto de 1726, na companhia de outras 37 embarcações, a caravela Santa Rosa partiu de Salvador com destino a Portugal. Naquela época, o reino português patrocinava incontáveis escavações em terras brasileiras em busca do ouro — as caravelas chegavam a levar mais de 25 toneladas do metal por ano da colônia para a metrópole, segundo pesquisas históricas.

Naquele agosto, a Santa Rosa estava carregada com 6 mil quilos de barras e moedas de ouro, além de pedras preciosas. Depois de 14 dias de navegação, enquanto subia a costa e passava a poucos quilômetros do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, seu porão repleto de pólvora explodiu.

Até hoje, não se sabe a causa do acidente. Mais de 600 tripulantes morreram.

Mergulhadores e historiadores brasileiros afirmam que a nau constitui um dos mais valiosos navios naufragados do mundo. Segundo Maurício Carvalho, especialista em naufrágios, a Santa Rosa renderá 400 milhões de doláres ao felizardo que encontrá-la.

Outros pesquisadores chegaram a dizer que a relíquia vale 1 bilhão de dólares.

Atenção: é expressamente proibido pesquisar ou explorar navios naufragados sem a autorização da Marinha.

Data do afundamento: 6 de setembro de 1726 (há outras fontes que sugerem 22 de novembro do mesmo ano.
Tamanho: 56 metros de comprimento (1.100 toneladas)
Profundidade: entre 100 a 200 metros
Carga: 700 marinheiros, pelo menos 60 canhões de ferro e 400 milhões de doláres em 26 toneladas de ouro (era o Quinto — a porção de ouro das minas que pertencia à Coroa portuguesa), além de milhares de rolos de tabaco, caixas de açúcar (uma fortuna na época), couro, arcas de jacarandá e pedras semipreciosas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário