sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Eduardo vê Dilma no "momento da política"
[Do que será que eles estavam "sorrindo à toa"?]
GOVERNO Para o líder pernambucano, esta é a hora da presidente Dilma atender aos pedidos da base aliada "com transparência" para reconquistar a confiança dos governistas
Cláudia Vasconcelos
cvasconcelos@jc.com.br
A hora de a presidente Dilma Rousseff (PT) atender aos pedidos de prefeitos, governadores e deputados federais que integram sua base de sustentação é agora, disse ontem o governador Eduardo Campos (PSB). Durante o encontro que teve com a presidente em Brasília, na última terça-feira (16), ele reiterou que o governo federal terá todo o apoio dos partidos aliados neste momento que, segundo define, é "o momento da política" para a gestão da petista.
Para Eduardo Campos, a hora de atender às demandas do Congresso é agora, o que não significa ceder a toda e qualquer pressão da base. "Uma das reivindicações do Congresso é exatamente que haja mais diálogo com o governo, mais atenção nos ministérios, que haja o atendimento à base política dos parlamentares e prefeitos, liberação de emendas. São pautas legítimas e que precisam ser tratadas com transparência", defendeu.
Após a solenidade em que Dilma Rousseff anunciou a implantação de 120 escolas técnicas pelo País, o governador de Pernambuco foi chamado para uma conversa reservada, na qual opinou sobre como a presidente pode reconquistar o apoio dos partidos de sua frente. À noite, em reunião com a presidente e líderes nacionais do PDT e PCdoB, Eduardo, que preside o PSB, reiterou o discurso.
"Fizemos uma análise desse momento. Primeiro, ela teve o desafio de enfrentar a inflação e construir os programas que o governo está lançando agora. Agora está chegando a hora da política, de atender em parte ou no todo a agenda que tem com os prefeitos, com o fórum dos governadores. Tem uma série de pontos, e alguns imagino que ela pode resolver. Quanto aos que não podem ser resolvidos, vamos voltar a discutir como chegar a uma saída", explicou o governador, após evento de inauguração da Área Integrada de Segurança em Jaboatão dos Guararapes (Grande Recife).
CRISE
Diante da crise política que derrubou quatro ministros, o governador confia que a presidente agirá com energia. E defende a punição aos envolvidos em escândalos. "Dilma está fazendo o que tem que ser feito. E ela terá nosso apoio sempre para isso. Se está errado, tira, afasta, apura. Só não pode julgar. Quem julga são as leis brasileiras", alertou.
Ele não crê que a saída do ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), prejudique a "faxina" anticorrupção empreendida pelo governo federal. "Sinceramente, a minha preocupação é que o Mendes Ribeiro (novo ministro da pasta) dê conta do trabalho com a agricultura brasileira", falou.
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