
Plano Collor II: prazo para pedir correção da poupança termina nesta segunda
Interessados precisam provar que tinham caderneta de poupança ativa entre janeiro e fevereiro de 1991
Da Redação do pe360graus.com
Os interessados precisam provar que tinham caderneta de poupança ativa entre janeiro e fevereiro de 1991. Nessa época, houve uma perda de rendimentos por causa do Plano Collor II e o processo judicial vai buscar a correção de 21,87% no saldo que existia na conta.
Quem tinha conta na Caixa Econômica Federal deve dar entrada na ação na Justiça Federal - que, no Recife, fica na avenida Dantas Barreto, nº 1080, no bairro de São José. O atendimento no local começa às 9h. As ações dos outros bancos correm na Justiça Estadual.
A juíza federal Danielle Cavalcanti explica quais os documentos necessários para entrar com a ação. “Para entrar com a ação solicitando a correção monetária da poupança basta que a pessoa tenha requerido os extratos ao banco e tenha a prova desse requerimento. Isso já é suficiente”, assegura.
Danielle conta ainda que, historicamente, os valores para este tipo de ação não são altos. “Essas indenizações variam muito. O valor delas pode ir de R$ 15, R$ 20 até R$ 20 mil, R$ 30 mil. Mas, a minha experiência, nesses anos de julgamento de planos econômicos, especialmente na poupança, é de que os valores não são tão altos. As pessoas vêm com a expectativa de receber uma bolada, digamos assim, e na prática, quando vamos efetivar a sentença e calcular o quanto teria sido devido, isso se reduz a R$ 1 mil, R$ 500. Então não há como se criar uma expectativa de altos valores, mas podemos dizer que os valores, em média, dos planos passados, não foram tão altos para a maioria das pessoas que entraram com ações”, informa.
O banco em que a pessoa tinha conta tem que fornecer a cópia dos extratos ou a microfilmagem desses documentos. De acordo com a assessoria de comunicação da Caixa Econômica, quem precisa de extrato microfilmado paga uma taxa de R$ 6.
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