quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ministério Público investiga irregularidades na Prefeitura do Cabo

    
O Ministério Público de Pernambuco deu início a um processo investigativo na Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana do Recife, devido supostas irregularidades referentes ao cofre público no valor de R$ 97 milhões. O prefeito do Cabo, Vado da Farmácia, deu declarações à imprensa de que teria assumido o cargo com "restos de dívidas a pagar". Após o depoimento, a promotoria cobra esclarecimentos.

"Ao tomar conhecimento pela mídia das declarações do prefeito, resolvi instalar investigação. Desde o dia 30 de julho expedimos uma notificação para o prefeito para que o mesmo repasse ao MPPE, até 9 de setembro, toda documentação das despesas e dos valores deixados em caixa", disse a promotora de justiça, Alice de Oliveira Morais.

Segundo a assessoria do prefeito Vado da Farmácia, no dia 22 de julho Vado concedeu entrevista para um programa de rádio, no Recife, onde falou sobre os seis meses da gestão. Ele afirmou que na primeira fase de sua administração precisou quitar débitos referentes a "restos a pagar" e adequar à folha de pagamento em cumprimento ao que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O prefeito informou ainda que os débitos estão sendo devidamente pagos e que todas as informações já foram repassadas à Câmara de Vereadores e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) dentro dos prazos como determina a legislação em vigor.

A promotoria afirma que os documentos de investigação serão entregues à contabilidade do MPPE para fazer análise contábil e emissão de parecer técnico, pelos quais se poderá confirmar ou não as declarações do prefeito.

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