terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Oposição do Cabo denuncia irregularidades em inauguração de Praça

                                     

Prefeitura dop Cabo diz que inauguração foi apenas da Primeira etapa da Praça. Foto Ivan Melo/SECOM Cabo

... Wilson Firmo - A bancada de vereadores de oposição do Cabo de Santo Agostinho formulou denúncia, nesta segunda-feira, 18, ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), pedindo auditoria para investigar indícios de irregularidades na inauguração de praça contra o ex-prefeito do município, Lula Cabral (sem partido), e o atual gestor, Vado da Farmácia (PSB).


 No documento – assinado por Ricardo Carneiro (Ricardinho-PPS), José de Arimateia (PSDB), Rildo de Souza (Rildo do Peixe-PSDB) e Ednilson Gabriel (Nilson Gabriel-PSDB) – os vereadores acusam o ex-prefeito Lula Cabral de ter inaugurado em 28 de dezembro do ano passado, de “forma injustificável”, a Praça Cívica 9 de Julho, às margens da PE-60.

 As irregularidades, de acordo com os parlamentares, recaem no fato de que o referido equipamento público “jamais poderia ser inaugurado”. “Toda inauguração de obra pública, em ano eleitoral e término de mandado, é precedida de muitos gastos de numerário público”, justificam os vereadores.
Através da divulgação de várias fotos, em anexo à denúncia, os vereadores asseguram que “não há conclusão da referida praça”, que segundo eles, não está “nem na metade de sua conclusão”. “Se não existe conclusão de obra, como pode ser a mesma inaugurada?”, questionam os parlamentares.
Diante dos questionamentos formulados no documento, os vereadores exigem ter acesso sobre a destinação dos recursos destinados à conclusão integral da construção da praça. Também querem saber quanto foi gasto pela prefeitura para bancar a festa de comemoração da suposta “inauguração” da obra inacabada.

 Eles lembram que para a realização da “tal inauguração”, foi montada uma grande estrutura de palco para shows das bandas Cheiro de Amor e Faringes da Paixão, além da cantora gospel Fernanda Brum.

 Os parlamentares criticam que não foram divulgados valores gastos dos cofres públicos tanto para a contratação das bandas como para a estrutura de palco. “Não há nada divulgado em Diário Oficial, nem no site de Transparência do município”, relatam eles.


Nenhum comentário:

Postar um comentário